Friday, July 07, 2006

Sem culpa

Dói mesmo.
Apenas porque desejo habitar o campo proibido.
E... me cansei...
do habitar de quase todo sempre dia.

Mas nada.
Nada -praticamente- há de se fazer.
então...fico a esconder a vontade - quase - (quase mesmo) sem culpa.

*DC

Tuesday, May 23, 2006

Anseio

... Grita em meu grito, alarga-se em meu hausto,
E, ai! como eu sinto no esqueleto exausto
Não poder dar-lhe vida material!

...


Aug. dos anjos

Friday, May 05, 2006

cadim de tempo

Um bocado de paciência.
Um bocado de melhora.
Um cadim de tempo para pensar.
se tem a reflexão.
Um cadim de espera e respiro novamente tranquila dormindo ao seu lado.
tranquilazinha.


*DC

É O QUE ?



::: Marco Paulo Rolla


...Trata-se de um conflito entre ordem e caos

Monday, May 01, 2006

RE-começo

Cansaço.
Como quando na sala de estar o programa de tv se repete.
Quando o dormir ao seu lado me tira o sono.
Me sinto distante do sentimento princípio.
Volto ao ponto de sempre.
Volto mais do que nunca ao passado.
Aos dias de ontem...
quando o toque parecia recolher-me ao invés de me soltar.
As horas passam , os dias correm.
Eu ainda sempre sinto muito por ter RE-começado.

*DC

Sunday, April 16, 2006

Uma letra que D.I.Z

Se for partir
Não vou me preocupar
Fui incapaz
Se ontem não quis te aceitar

Fiquei tentado ao jogo de te ver só
Será um prazer perceber que você é bem mais
Quando em paz

...
Te pedi pra fingir
Te implorei pra fugir

Fiquei tentado ao jogo de te ver só
Será um prazer perceber que você é bem mais
Quando em paz


- Gram (faça alguma coisa)

Sunday, March 12, 2006

Irmã



Será uma maldição, irmã?
Irmã perante a sombra,
Será uma proteção?
Trazer partido o sentimento,
Essa insatisfação?
Será real o sofrimento?
Ou uma nossa criação?
De que lugares caímos,
Assim tão estrangeiros?
Algum dia, irmã,
Teremos sido inteiros?
Teremos tentado, irmã,
Esconder algo?
Teremos conseguido?
Temos sempre metade
Porque não somos inteiros?
Ou será, irmã,
Que a falta faz parte?

*De Umbris

A falta

Acariciou o próprio corpo, levado pela falta a ignorar a linha do patético, na tentativa de reproduzir o toque daquelas mãos finas e quase sempre frias. Fazia-se médium pra si mesmo do rastro que ela deixara em sua memória corporal, médium daquela ausência tão sentida, incorporando o modo dela de lhe tocar delicadamente a nuca. Sua própria nuca. Quase beijou as mãos, como ela faria, mas teve vergonha. Cruelmente mentia pra si mesmo, tentando ativar no seu corpo, na sua mente, os caminhos que conhecera quando tendo-a ao lado, apenas para acentuar a consciência da falta.

*De Umbris

Saturday, March 11, 2006

Mortalidade do viver

Há de ter "sentido" possíveis razões?
É o comum que me vem em sonhos.
E quando ao acordar vivo o que se é almejado...
me pergunto se deveria interferir no decorrer das coisas e..
pedir apenas dias repetitivos de conclusões atoladas de tarefas.
Seria como tomar café quando se fuma.
Ou sabe...
Beber o drink de sexta - feira.
Assistir ao passar das horas esperando o amanhã.
Seria a normalidade que choca com meu viver.
Então...
peço a mortalidade desse instante.
Devo sentir que ler o jornal de tragédias ao amanhecer...
poderia ser o que me faria quase a sorrir.
- Qse -
pois talvez me faltaria ...
estar só.

*DC